Pois é Léo, muitos lerão seu artigo “Exportação Acadêmica” e pensarão que você faz uma simples crítica à sua tão querida Bom Jesus do Itabapoana. Mas mal sabem esses que os “ares” cariocas que lhe inspiraram estão mais do que poluídos. O Rio de Janeiro lhe afinou o senso crítico à medida que é um ótimo exemplo de incompetência e descaso por parte dos políticos, e passividade por parte da população. É claro que descaso e passividade são problemas brasileiros, e não só cariocas, mas infelizmente foi aqui que você abriu os olhos para o que está realmente acontecendo, ou não acontecendo. Parece que o brasileiro se acostumou à Ditadura Militar, esquecendo-se que agora vivemos em um país livre, que elege seus representantes de forma democrática. O voto é nossa maior arma? É claro que sim, mas sabemos que não tem funcionado tão bem. Imagine você, vivendo em um estado que não lhe dá instrução, não lhe garantindo meios suficientes para sobreviver. Você não trocaria seu voto por uma cesta básica? Eu trocaria. Resta a nós, que tivemos alguma oportunidade, questionar o que há de errado. Porque o brasileiro deixou de lutar? Tantos brigaram pelo fim da Ditadura. Diretas já. Porque aceitamos essas porcarias que nos enfiam goela abaixo? Segundo um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna. “Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e conseqüentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. “Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence.” Tudo bem então, vou parar de criticar “os brasileiros” e vou afirmar: Eu lutarei pelos meus direitos, e quem quiser que faça o mesmo. Vivemos em uma era altamente informatizada em que, para fazermos uma revolução, não precisamos sair de casa. É só abrir a internet. E não nos esqueçamos que nós temos o poder. Os políticos estão lá – ou deveriam estar – somente para representar os nossos interesses. Vamos fazê-lo valer.
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1 - Primeiro de tudo, macho que é macho gosta de mulher; feia, bonita, magra, gorda, anoréxica ou barriguda, ele traça o que surge pela frente.

































































