Parece brincadeira de criança. Seguindo a minha busca por Estados não reconhecidos deparei-me com o Principado de Sealand.
O Principado de Sealand é teoricamente um estado independente, embora se encontre nas antigas águas territoriais britânicas, já que hoje Sealand se encontra em águas internacionais devido à mudança que o Reino Unido fez sobre seus limites territoriais. Isso fez de Sealand uma pequena nação, embora a sua soberania não seja devidamente reconhecida por nenhum país.
O território do país resume-se a uma grande base naval construída pelo Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial a 10 km da costa de Felixstowe e a 11 km da costa de Harwich, Essex, (Sudeste da Inglaterra). O acesso à ilha apenas é possível por helicóptero ou barco. Outrora chamada de Rough Towers, a base era uma defesa marítima contra ataques alemães, consistindo em duas grandes torres com capacidade para 200 soldados. Foi desativada assim que a guerra acabou.
O governo britânico já ponderou retomar Sealand mais de uma vez. A maioria dos governos e pessoas considera Sealand apenas uma micronação - um estado ficitício não-reconhecido, no entanto ele não é “invadido” pelo Reino Unido por ser considerado propriedade privada de uma família britância e por possíveis danos à imagem pública do estado britânico.
Agora, o mais curioso. Segue a história do principado:
Em 1966 o dono de um pequeno barco frigorífico chamado Roy Bates mudou-se com sua família para a base militar Knock John perto da costa da Inglaterra. Bates já era tido como uma pessoa excêntrica e usava a base para transmitir a programação de sua rádio pirata. Ele estava protegido legalmente pelo fato de a construção não estar dentro das águas territoriais britânicas. Mais tarde, o governo estendeu os limites do país e a base Knock John acabou fazendo parte dos limites do território britânico. A família Bates recebeu ordem de se retirar, mas pouco tempo depois mudou-se para outra base mais distante da costa, denominada Rough Towers.
Um ano depois, a Marinha de guerra britânica tentou expulsá-lo do local, mas sem êxito. Um juiz deliberou que Sealand está além do limite de três milhas das águas territoriais do Reino Unido, escapando ao controle do governo londrino.
Sete anos mais tarde, o “príncipe” Roy introduziu no seu país uma constituição, criou uma bandeira e um hino nacional e decidiu cunhar dólares de ouro e prata. Por fim, começou a conceder passaportes àqueles que demonstraram ter apoiado os interesses de Sealand.
No começo de janeiro de 2007, o “príncipe” Michael de Sealand decidiu pôr a ilha artificial à venda. Considerado o menor país do mundo, Sealand emite os seus próprios passaportes e selos de correio, títulos de nobreza, tem moeda própria e, inclusive, uma seleção nacional de futebol (o detalhe é que o “país” tem 20 habitantes), entre outras características de um Estado independente.
Pela plataforma, os proprietários pedem 1 milhão de libras (R$ 3,42 milhões) e detalham as qualidades do local: vista infinita do mar, tranqüilidade absoluta garantida, nada de impostos.
Atualmente, é Michael - filho do príncipe Roy - que está à frente dos destinos desta ilha. Com 54 anos, substituiu o seu pai em 1999 devido a problemas de saúde daquele, mas não mostra grande apego ao seu reino e agora tenciona vendê-lo. “Temos sido os proprietários durante 40 anos, e meu pai tem já 85. Faz falta a descoberta de um processo de rejuvenescimento”, afirmou o herdeiro Michael a um jornal inglês. Sobre o preço que pede, ele assinalou: “Falou-se em valores astronômicos, porém veremos o que nos oferecem. O céu é o limite”.
Fonte: Wikipédia
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