O envolvimento de militares na morte dos três jovens do Morro da Providência, no Centro do Rio, levanta vários pontos a serem discutidos em um debate amplo de toda sociedade brasileira. Esse crime levanta questões pertinentes de uma problemática que vivemos. Analisemos cada ponto, de uma visão superficial, mas ao mesmo tempo profunda. A participação de militares no crime nos deixa meio “sem saída”, pois sempre confiamos nos militares, e é tanto que nos deixamos ser explorados por seus líderes por longos anos até conquistarmos a tão sonhada democracia. Depois da queda do governo Figueiredo, os presidentes da “era democrática” desvalorizaram as Forças Armadas, investindo muito pouco e tendo um tratamento arrogante com esses. Como os militares estão preparados para situações de guerra, não seria produtiva a presença deles nas fronteiras do nosso país, uma vez que estamos sendo invadidos por bandidos que usufruem indevidamente de nossas riquezas naturais? O fato é que os militares entregaram os rapazes aos bandidos e estão presos. Atitude revoltante. Mas e os bandidos? Pois quem executou os três garotos foram eles. Eles estão presos? Será que algum dia estarão? Por outro lado, não podemos esquecer que o Rio de Janeiro – assim como outras capitais (São Paulo, Vitória, Recife) – transformou-se em um grande campo de guerra, em que o Estado perdeu o controle e a autoridade. Para finalizar este artigo, descrevo aqui uma pergunta que faço todos os dias, mas que estou distante de obter uma resposta certa e infalível - “Aonde iremos nós?”
E você? Qual é a solução para essa verdadeira guerra em que vivemos? Sua participação é muito importante neste debate amplo e democrático. Participe!
Popularity: 31% [?]














































































Aonde iremos nós?Pergunte-se:O que eu estou fazendo para que tais anormalidades não aconteçam?Sobre a democracia?Que democracia temos?se somos escravizados e direcionados pelos veículos de comunicação principalmente a televisão!Se eu tenho soluções para a violência?Sim!Porém são SÉRIAS e os seres humanos estão condicionados a transmitirem o que não são,ou seja,cobram à outrem o que são incapazes de fazerem.Tenho dito:A violência é uma indústria fabricada pelos seres humanos que gera lucros e que proporciona felicidades!E o mais lamentável,é que não há pessoas capazes de renunciarem e de repudiarem os “meios”que fazem com o “espírito”da mesma alimente-se e floresça.Ex:Quantos tipos de violência existem no planeta terra?Com que idade o ser humano pratica sua primeira violência?Por que que não há homens ou mulheres talentosas ou genios na prática da não-violência?Em que local habitado por seres humanos não há violências?Sem a violência o que estaríamos fazendo?E etc.etc.etc.Conheces algum especialista ou DOUTOR explicando tais questões?Qual é a maior das violências?A INDIFERENÇA!E através da nossa INDIFERENÇA[minha,sua e dos demais]Hoje 16/08/08 um BILHÂO de pessoas estão morrendo FOME no planeta terra.E paradoxalmente existem Milhões de seres humanos reclamando da violência e simultâneamente alegando que estão “preocupados” com o aquecimento global.Pergunto-te:Até quando mataremos pessoas[homens,mulheres,idosos,crianças]e nos declaremos decentes,inteligentes e cumpridores de “nossa parte”?Muitas coisas boas prá você e boa noite.
Leonardo Azevedo respondeu em Outubro 21st, 2008 21:23:
Caro Geraldo,
Gostaria de agradecê-lo pelo comentário pertinente, que contribuiu ainda mais para a construção de um blogando mais ativo, independente e democrático. É certa que nossa sociedade se encontra escravizada por uma minoria burguesa que concentra em suas mãos, grandes e importantes veículos de comunicação de massa. Porém, o homem hoje está sendo “governado” por algo que ele próprio criou como diz brilhantemente McLuhan, pois “os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens”. Como estudante de jornalismo, estou ciente desta situação terrível, que só diminui a perspectiva de um mundo de “igualdade, liberdade e fraternidade”. Em relação ao questionamento de conotação abstrata proposto, quero esclarecer que o artigo trata de um caso ocorrido no Rio de janeiro e que se refere à guerra civil que vive não somente a capital fluminense, mas várias cidades brasileiras. Há vários tipos de violência, algo já presente na “alma” do indivíduo, como pode ser claramente explicado pela psicologia moderna. Dentre todas essas violências, a pior –na minha concepção- é aquela que se utiliza das palavras para violentar o outro, pois como diria os mais idosos com sua sabedoria admirável “a língua é o chicote da alma”. Tenho escritos vários artigos – no qual aproveito a oportunidade para convidá-lo a dar-me a honra de lê-los e comentá-los- sobre os problemas, atitudes e a boçalidade presente em toda sociedade, que prefere assistir passivamente a sua destruição. Não possuo estudos científicos sobre o assunto, mas mesmo sendo leigo, proponho um debate franco e produtivo, cada um com sua verdade, com seu ponto de vista, uma vez que não existe entre os homens uma verdade absoluta, no intuito de juntos – inteligentes, decentes, filósofos, boçais, moralistas, eu, você, nós – possamos unir forças para alcançarmos a nossa “libertação”, pois se tivesse em algum momento me apropriado da verdade, imediatamente deveria ter “voltado à escuridão para iluminar os outros”, como nos ensina o grande filósofo Platão. Desejo-lhe as mais belas realizações e a certeza de meu eterno agradecimento por suas colocações.
Um grande abraço e felicidades!