Isso é do Tempo do Onça
Entre 1725 e 1732, governou o Rio o Capitão Luís Vahia Monteiro, apelidado Onça. Em carta a João VI, declarou que ”nesta terra todos roubam, só eu não roubo”. Por isso os cariocas também o apelidaram de “virgem no bordel”. E quando queriam dizer ironicamente que algo tinha acontecido fazia muito tempo, diziam que aquilo “era do tempo do Onça”.
Uma mão lava a outra
A expressão aparece na obra Satyricon, do escritor latino Petrônio (27 - 66 a.C.). Entre passagens dramáticas e satíricas, há uma em que dois personagens discutem favores para ganhar uma eleição. Ganhou o sentido de solidariedade, ajuda recíproca, troca de favores.
Paris bem vale uma missa
Na França do século 16, as guerras religiosas opunham calvinistas e católicos. Henrique IV, rei de Navarra, abdicou do Protestantismo para acalmar os ânimos e se manter no poder. Corre à boca pequena que teria dito a tal frase quando se convertera ao Catolicismo. Significa fazer alguma coisa inesperada por interesse.
Xumberga, xumbrega
1664: Jerônimo de Mendonça Furtado se torna governador de Pernambuco. O bigode lembra o do general alemão Schomberg. O povo chama-o Xumberga ou Xumbrega. Desonesto e beberrão, é deposto. Os termos ficam. O Aurélio registra xumberga: bebedeira; e xumbrega: de má qualidade.
Acabar em pizza
Xingam-se, acusam-se de desonestidades, depois vão confraternizar: Acabou em pizza, dizemos. Eduardo Martins, em Manual de Redação e Estilo de O Estado de S. Paulo, informa que a expressão surgiu nos anos 1950, no Palmeiras, o preferido dos ítalo-brasileiros. Depois de acirrada discussão, diretores foram jantar pizza (e, cá entre nós, dizem que a melhor pizza do mundo é feita na capital paulista).
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Primo, saudades de você!!!
Sumi um pouquinho, mas hoje estou aqui…
Adoro suas colunas sobre expressões…
Mas essa “Paris bem vale uma missa” nunca ouvi!!! Gostei… =)
Beijinhos